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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Transformers: War of Cybertron

Transformers: War of Cybertron


A nostalgia, muitas vezes, pode atrapalhar o discernimento de uma situação. Esse sentimento, ou melhor, a volta das sensações  de outrora  carrega, também, uma soma de tudo aquilo que vivenciamos ao longo dos anos.
Desde os primeiros vídeos de Transformers: War of Cybertron, tinha certeza que o game remeteria a minha infância. E assim foi. Aguardava ansioso pelo lançamento, afinal, a proposta era bem tentadora, principalmente para quem se esbaldava na década de 80 com os desenhos originais. Imaginar a Terra Natal dos Autobots é, no mínimo, fascinante, ainda mais se levarmos em conta que o jogo é de tiro em 3º pessoa e elaborado com a Unreal Engine Technology (…lembra Gears of War???).
A história está embasada na guerra civil entre Autobots e Decepticons em Cybertron. A disputa pelo poder faz com que Megatron tente, com muita força, destruir o legado dos Prime. A High Moon Studios, responsável pelo game, teve a missão de criar um mundo totalmente automatizado, pensando nas premissas que regem todo o pressuposto da série. Logo no início podemos escolher por qual lado gostaríamos de lutar.  São cinco fases de cada grupo, mas, respeitando a cronologia do enredo, é interessante escolher, primeiramente, os Decepticons.
O roteiro não possui nada de especial. A base de todo game está nas desavenças e nas conquistas de um ou outro grupo.  É até previsível, contudo, se olharmos para o viés da localização temporal da história, vemos que, as minúcias  encotnradas ao longo da jornada remetem ao que esperamos desse título.
Certos momentos, para quem acompanhou a série ou delirou nos filmes, são emocionantes. Um desses pontos altos é o resgate de Ômega Supreme, na fase dos Autobots. É algo semelhante ao resgate de Bumblebee no primeiro filme.
Outro ponto importante para destaque é a composição dos cenários. Cada centímetro foi calculado para uma imersão satisfatória no universo de Cybetron. Entretanto, ao longo da jornada, temos a sensação de mesmice e que poderiam ter pensado em explorar mais a fundo as transformações do ambiente.
O som está bem mixado, mas só. Ainda acho o Dead Space o game a ser batido. Por outro lado, ter a voz de Peter Cullen no Optimus Prime é sensacional. As frases marcantes da série estão por toda a parte e novamente a nostalgia toma conta da jogatina.
Os controles estão precisos, mas precisam de um bom tempo para o aprendizado dos comandos. Usamos todos os botões e isso, para jogadores inexperientes, pode complicar. Senti falta dos controles soberbos da série Gears Of War. Depois de um certo tempo jogando (e algumas mortes nefastas) pegamos o jeito. Ou seja, não compromete a experiência.
As armas deixam a desejar. Mesmo carregando duas diferentes, senti pela falta de variedade e funcionalidade de algumas. Estamos falando de Transformers e a complexidade do seu arsenal deve ser levado em conta. Afinal, não é qualquer espécie que configura seu corpo na própria arma.
Apesar de algumas pequenas falhas, Transformers: War of Cybertron é um jogo interessante. Possui um multiplayer online funcional, gráficos competentes, Peter Cullen e o carisma de Bumblebee. E o melhor, não foi embasado em nenhum filme, só na mente de fanáticos pela história, assim como eu. Vale a pena!!
Transformers: War of Cybertron está disponível para Xbox 360, PC, PS3 e DS.
Gráfico – 8
Som – 7.5
Desafio – 8
Enredo – 7
Jogabilidade – 8
Diversão – 8.5
Final –  7.8

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